terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sobre Processos

Números não me dizem nada. Equações são para pessoas simples, que aceitam um resultado final. Eu quero a poesia, a exaltação e a queda. A dúvida iminente e constante. É assim que minha vida se faz entre linhas, parenteses e interrogações. Não me interessam a primeira, segunda ou terceira lei, elas falam de calor e energia. Eu só sei do calor embaixo da minha pele, do fulgor incessante da minha alma, do toque que arrepia, da energia transposta entre corações, mãos e olhos.
Essa energia que me faz abrir os olhos de manhã, sorrir ao pensar num novo dia, olhar o céu e me sentir parte do universo. Não quero saber de processos forçados, eu quero sorrisos envergonhados, cantos dos lábios, olhar irriquieto, pernas vacilantes, coração na boca.
Me dizem sobre impossibilidade física, pra mim isso é apenas ilusão, não sei do que se trata então não me abala. O sistema termodinâmico me diz para olhar apenas para um ponto, então eu me pergunto, o que faço com as flores, com as pedras, os espinhos e os pássaros? Por que me falam de envoltórios e fronteiras, se eu quero passar todas barreiras, pular os muros, tropeçar no caminho, molhar o pé no rio e simplesmente continuar?
Então eu digo: me deixem com o infinitivizivel, só isso.

Fernanda Souza

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