domingo, 1 de julho de 2012

Platão me entende

A unica coisa que eu penso é ele mexe comigo, mexe, mexe. E me lembra uma certa musica um tanto quanto brega. Então descubro que eu me tornei uma brega também. Descubro que minhas bochechas ardem se o vejo, e meu sorriso aparece mesmo sem eu permitir. Descubro também que quando ouço o nome dele, algo em mim se espanta, algo em mim se exalta, algo em mim se fascina. Descubro ainda que o busco aonde quer que eu vá, seja no zoologico ou no cinema, seja no caminho de casa, seja nas estrelas. E pior, descubro que o encontro em tudo, encontro-o no vestido azul, encontro-o na arvore de natal, encontro-o na musica gritada, encontro-o nos cabelos de outrem, e principalmente encontro-o na minha pele, nos meus ouvidos, nas minhas palavras. O pior não é estar brega ou espantada ou buscando ou encontrando, o pior é não achar. Não encarar face-a-face. Tete-a-tete. Não olhar nos olhos. O pior é ficar à deriva. O pior é dar razão à Platão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário